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domingo, 9 de junho de 2013

O SÍLABO TOMISTA

Comentário as 24 Teses do tomismo:

 PRÓLOGO

 

d. CURZIO NITOGLIA

[Tradução: Gederson Falcometa]

12 de dezembro de 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/le_xxiv_tesi_del_tomismo.htm

 

“Ecclesia edixit doctrinam Thomae esse suam” (Bento XV, Encíclica Fausto appetente die, 1921).

‘AS XXIV TESES DO TOMISMO’ CONTÉM A ESSÊNCIA DA FILOSOFIA TOMISTA E NOS COLOCAM EM ALERTA CONTRA OS PERIGOS DA FALSA METAFISICA

Prólogo

  • O Magistério da Igreja, com a Carta ao Geral dos Franciscanos de 13 de dezembro de 1885 de Leão XIII, o qual nessa aplica os princípios da encíclica sobre o renascimento do tomismo Aeterni Patris (1879) ao caso concreto do ensinamento da doutrina tomista também em todas as outras ordens religiosas (com particular referimento aos filhos de S. Francisco) e ao clero secular, recita: «O distanciar-se da doutrina do Doutor Angélico é coisa contrária a Nossa Vontade, e,conjuntamente, é coisa plena de perigos. […]. Aqueles os quais desejam de serem verdadeiramente filósofos, e sobretudo os religiosos disso tem o dever, devem colocar as bases e os fundamentos da sua doutrina em S. Tomás de Aquino»[1].

 

  • Com a promulgação do motu proprio “Doctoris Angelici” de 29 de junho de 1914 São Pio X impunha como texto escolástico a Summa Theologiae de Santo Tomás as faculdades teológicas, sob pena de invalidar-lhes os graus acadêmicos. Papa Sarto chamava a obrigação de ensinar os princípios fundamentais e as teses mais salientes do tomismo (“principia et pronunciata majora”) [2].

Obediência e fidelidade

 

 

De Padre Giuseppe Pace

[Tradução: Gederson Falcometa]

 

Este artigo foi escrito pelo já falecido Padre Giuseppe Pace em 1978, que depois foi publicado no volume Zibaldone (de Frei Galdino da Pescarenico, Editiones Sancti Michaelis, pg. 42-45).

Apesar de o artigo ressentir de elementos ligados ao tempo em que foi escrito, o tempo das reformas “ad experimentum”, por exemplo, esse mantém toda a sua atualidade em repetir o verdadeiro sentido da obediência intimamente ligada a fidelidade … a fidelidade a Deus mais que aos homens.

 

Os negritos são da Unavox

 

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Muitos ingleses obedeceram aos seus bispos, e tornaram-se Anglicanos, primeiro cismáticos e então, heréticos. Do mesmo modo no tempo de Ário, muitos fiéis, obedeceram aos seus bispos e se tornaram Arianos.

Eis porque não é possível meditar sobre a obediência sem ter também presente a fidelidade.

Os Apóstolos se recusaram obedecer ao Sinédrio, embora sendo o Sinédrio a suprema autoridade de todos os Judeus, e então também dos Apóstolos: ”É preciso obedecer antes a Deus que aos homens” (Atos V, 29).

Quando São Paulo, não apenas não se conformou a conduta de São Pedro, apesar da mesma estar se tornando norma de conduta universal, acolhida por personagens de primaria importância como São Barnabé: mas precisamente porque estava para se tornar norma de conduta universal, com inelutáveis consequências doutrinais, São Paulo resistiu em face a São Pedro “In faciem ei restiti, quia reprehensibilis erat” (Gal. II, 12).

É este o primeiro caso de um bispo, e qual bispo!, que se opõe abertamente ao seu Papa, e qual Papa!

Se São Paulo, pro Bono pacis, não houvesse se insurgido corajosamente contra São Pedro, uma Igreja católica não desvinculada do Judaísmo teria morrido ao nascer, nós hoje, se ainda cristãos, estaríamos sob o julgo da lei judaica, que Jesus em vão teria tentado substituir com a sua nova lei.

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