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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

P. CURZIO NITOGLIA: A CONSTITUIÇÃO CRISTÃ DOS ESTADOS E A LIBERDADE RELIGIOSA






PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Gederson Falcometa]

A heresia de um indivíduo, com o laicismo liberal, torna-se social e política” (M. Ayuso)

 Da forma dada à sociedade, conforme ou não às leis divinas, depende o bem ou o mal das almas; isto é, se os homens, chamados todos a ser vivificados pela graça de Cristo, nas contingências terrenas do curso da vida respiram o são e vivificante hálito da verdade e da virtude moral ou o bacilo morboso e muitas vezes mortífero do erro e da depravação. Perante tal consideração e previsão, como poderia ser lícito à Igreja, Mãe tão amorosa e solícita do bem de seus filhos, permanecer espectadora indiferente dos seus perigos, calar ou fazer que não vê nem pondera condições sociais que, voluntária ou involuntariamente, tornam árduo e praticamente impossível um modo de vida cristão conforme aos preceitos do Supremo Legislador? (Pio XII, Radiomensagem “A solenidade”, Pentecostes, 1941)
Prólogo
Miguel Ayuso, professor de Direito Constitucional na Universidade de Madri e Presidente da União Internacional dos Juristas Católicos, escreveu em 2008 um livro muito interessante sobre a relação entre Estado e Igreja, traduzido em italiano pela “Edizioni Scientifiche Italiane” de Nápoles em 2010, com o título A Constituição Cristã dos Estados [1]. No livro, o célebre jurista considera também o tema da “liberdade religiosa” tal como foi abordado no Decreto Dignitatis Humanae do Concílio Vaticano II e o confronta com o ensinamento do “Direito Público Eclesiástico”, trazendo à luz a diversidade entre a doutrina tradicional e o ensinamento pastoral do Vaticano II do ponto de vista cientificamente jurídico.

CARDEAL GIUSEPPE SIRI: A RELAÇÃO ENTRE O NATURAL E O SOBRENATURAL EMJACQUES MARITAIN




Extraído do livro:
Getsemani
Reflexões sobre o Movimento
Teológico Contemporâneo
Cardeal Giuseppe Siri
[Tradução: Gederson Falcometa]
Um filósofo que no mesmo período, isto é, desde os anos 30, influenciou muito a formação das tendências contemporâneas, seja filosófica ou teologicamente, foi Jacques Maritain [1]. Em todo o seu pensamento, não só buscou assimilar a ordem natural na sobrenatural, mas ao contrário, lhes separou de tal modo que reconhece na criação e na história humana duas vocações distintas, ligadas certamente por um princípio de subordinação, mas essencialmente autônomas, com fins e meios próprios: a vocação e a missão terrestre, e a vocação sobrenatural.
Se alguém quisesse tomar consciência e colher imediatamente – se pode dizer – a característica do pensamento de Maritains acerca da autonomia das duas vocações distintas, bastaria que lesse a última frase do seu livro «Humanisme Intégral», publicado em 1936, e que constituí a referência fundamental de algumas tendências teológicas e também da ação temporal e política em muitos ambientes cristãos:

LA CIVILTÀ CATTOLICA: O MODERNISMO CRÍTICO - COMENTÁRIO A PASCENDIDOMINICI GREGIS


La Civiltà Cattolica
Roma 1908
Tradução: Gederson Falcometa

A crítica está na boca de todos: é o mérito da idade moderna. E se fosse mérito sincero, haveria razão para aprecia-la: a crítica verdadeira é o exame glorioso da verdade, seja científica ou religiosa. Mas muitas vezes é mérito falso: e a crítica falsa, ou melhor, o vão nome de crítica, é então pálio de todos os erros, escudo e salvo-conduto de todas as insipiências das mentes transviadas.
Isto se verifica com a mais triste evidência no modernismo. Esse da crítica não só trama o orgulho, mas se arroga por pouco o seu monopólio; falsamente, como em todo o restante, como no vangloriar que se dá de filosófico, de teológico, de místico ou de apologético, segundo demonstramos nos precedentes artigos [1]. Para que da crítica em qualquer significado que se entenda, em qualquer parte do conhecível que se considere, o modernismo não tem outra coisa que ilusão e impostura.  E isto precisamente se quer aqui provar sucintamente, para dar, em poucos tratos ao menos, a síntese conjunta e a crítica do modernismo crítico.

domingo, 25 de agosto de 2019

AUGUSTO DEL NOCE: CONTESTAÇÃO E VALORES






Augusto del Noce
[Tradução: Gederson Falcometa]
A presente crise de confiança em valores permanentes reclama a memória aquela que se verifica nos primeiros anos do século XVII. Naquele tempo se tratava também do período sucessivo as guerras religiosas e as descobertas de civilizações diversas das mediterrâneas; e ainda naquele tempo foi colocada em discussão, junto com o absolutismo dos valores, a tradição comum do pensamento grego e do pensamento cristão.
Naquele tempo, porém, a afirmação da relatividade histórica dos valores aparecia como um desafio ao senso comum. No entanto, hoje a ideia de que aqueles valores que eram cridos tradicionalmente como permanentes são sempre condicionados por situações determinadas e fazem a sua aparição como corolários de situações sociais definidas, permearam completamente a sensibilidade comum. Além disso, o pensamento daqueles que naquele tempo se diziam os deniaisés, aqueles que tinham perdido a ingenuidade com a dependência da amplificação da experiência, se referiam ao pensamento antigo nas linhas que apareciam incompatíveis com o cristianismo. Todavia, hoje, o sentimento comum é de viver em uma época nova, separada do passado pela crítica das duas guerras mundiais. A ideia que tudo se repete é substituída pela aceleração máxima do tempo; a adequação a um hoje que não é mais tanto o cumprimento do ontem quanto a sua negação.

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