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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

P. CURZIO NITOGLIA: O SIONISMO: TRIUNFO APARENTE E FIM REAL DE ISRAEL?

Padre Curzio Nitoglia

Tradução: Gederson Falcometa

·         Saiu em 2005, traduzido do original em língua inglesa (2004), um interessante livro, ainda que não condivisível in toto, de Yakov M. Rabkin [1], professor do Departamento de História da Universidade de Montreal, visiting scholar em Yale University e também em Tel Aviv.

Uma das surpresas que nos reserva o professor canadense de origem russa-israelense, e então não acusável de anti-“semitismo”, é aquela segundo a qual «entre os sustentadores incondicionais de Israel existem mais ‘cristãos’ que hebreus» [2]. Segundo «o pregador ‘evangelista’ Jerry Falwell […], a fundação do Estado de Israel em 1948 é a “a prova que o retorno de Jesus Cristo esta próximo” » [3].

Tal idéia é levada adiante não só pelos judeus sionistas, mas sobretudo pelos “cristãos evangélicos” [4] e – acrescento eu – pelos “católicos/modernistas” a partir do Concílio “Econômico” [5] Vaticano II e a Declaração Nostra Aetate de 1965 até os nossos dias. Na verdade, o “17 [6] de janeiro de 2010, ouvimos o coro do Templo Maior hebraico romano cantar diante de Bento XVI “Esperamos o Messias”.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sermão de Natal de São Leão Magno

 

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São Leão Magno

Sermão n° 23: «Natal do Senhor»

Já muitas vezes, caríssimos, ouvistes falar e fostes instruídos a respeito do mistério da solenidade de hoje; porém, assim como a luz visível enche sempre de prazer os olhos sadios, também aos corações retos não cessa de causar regozijo a natividade do Senhor.

Jamais devemos deixá-la transcorrer em silêncio, embora não possamos condignamente explaná-la, pois aquela palavra: “a sua geração, quem a poderá explicar?” se refere certamente não só ao mistério pelo qual o Filho de Deus é co-eterno com o Pai, mas ainda a este nascimento em que “o Verbo se fez carne”.

O Filho de Deus, que é Deus como seu Pai, que recebe do Pai sua mesma natureza, Criador e Senhor de tudo, que está presente em toda parte e transcende o universo inteiro, na seqüência dos tempos que, de sua providência dependem, escolheu para si este dia, a fim de, em prol da salvação do mundo, nele nascer da bem-aventurada Virgem Maria, conservando intacto o pudor de sua mãe. A virgindade de Maria não foi violada no parto, como não fora maculada na conceição, “a fim de que se cumprisse – diz o evangelista – o que foi pronunciado pelo Senhor, através do profeta Isaías: Eis que uma virgem conceberá no seu seio e dará à luz um filho, ao qual chamarão Emanuel, que quer dizer Deus conosco”.

domingo, 16 de dezembro de 2012

O esquema preparatório sobre a liberdade religiosa

Liberdade religiosa: documentos para um “status quaestionis”

Disputationes Theologicae

Um obstáculo teológico

 

A ultima exposição completa da doutrina tradicional da “tolerância” antes da votação sobre a “liberdade religiosa”

 

O texto que segue, extraído das Documenta Concílio Oecumenico Vaticano II amparando a Constitutio De Ecclesia, c. 9, faz parte dos arquivos públicos do Vaticano II e da sua preparação que, até agora tem permanecido praticamente ignorada. Talvez a maneira muitas vezes ideológica com a qual se trata a história conciliar contribuiu para o seu “sepultamento”.

Entre o anúncio do Concílio, em 15 de janeiro de 1959 e a sua abertura em 11 de outubro de 1962, uma intensa atividade teve lugar no seio de doze comissões e três secretarias encarregadas de preparar os textos que seriam discutidos pelos bispos.

A elaboração dos documentos dogmáticos sobre a Igreja, o depósito da fé, as fontes de revelação, a moral social e individual, foi confiada a Comissão teológica presidida pelo Cardeal Alfredo Ottaviani, que na época dirigia o Santo Ofício. Tratava-se das constituições destinadas a formar a espinha dorsal da assembleia em preparação.

À medida que os trabalhos avançavam, fortíssimas tensões se manifestavam entre a Comissão Teológica e o Secretariado pela unidade dos cristãos, presidida pelo Cardeal Agostino Bea, este tinha acrescentado ao projeto sobre o ecumenismo, do qual era encarregado, alguns desenvolvimentos sobre a liberdade religiosa. A questão teórica central debatida era a questão da relação entre a Igreja e o Estado: essa foi tratada tanto pelo esquema sobre a Igreja, no capítulo 9, como por aquele sobre a liberdade religiosa, originariamente sob um título praticamente idêntico nos dois textos, mas segundo inspirações diametralmente opostas.

O texto do Secretariado para a unidade, derivante daquele que foi chamado o Documento de Friburgo substituía a doutrina tradicional da tolerância possível no trato com o erro por aquela do direito a liberdade. Quando foi apresentado diante da Comissão preparatória central, em junho de 1962, um certo número de membros a declararam inaceitável pela doutrina católica, baseada nos pronunciamentos do magistério a partir do fim do século XVIII. A Comissão teológica havia da sua parte precisado o conteúdo do capítulo 9 do De Ecclesia para regular o problema da liberdade religiosa, partindo dos princípios. Segundo uma séria hipótese este texto não seria outro que a recuperação por parte do Padre Gagnebet, encarregado da redação, de um documento que havia já preparado para o Santo Ofício em 1958. Este escrito devia condenar as idéias de Jacques Maritain e de Jon Courtney Murray. Apenas a morte de Pio XII lhe havia impedido a publicação [1]. Seria esta a última condenação da liberdade religiosa antes do Vaticano II.

Decide-se reunir, nos três meses que restavam antes da abertura do Vaticano II, uma comissão mista (membros da Comissão teológica e membros do Secretariado pela unidade) que, de fato, não se reuniu nunca. Por outro lado, qual compromisso poderia ter elaborado?

Então, tudo teria se desenvolvido duranto o Concílio: o capítulo 9 do De Eccesia teria sido aprovado e então teria invalidado o texto sobre a liberdade religiosa, ou este ultimo teria sido votado e a doutrina do capítulo 9 teria perecido.

Se pode tranquilamente afirmar que qualquer um desses representava respectivamente a ponta afiada de dois projetos opostos concernentes ao Concílio que estava para abrir-se. Como é notável, durante a primeira sessão, no outono de 1962, “a escola teológica romana”, segundo expressão em voga na época, foi imediatamente colocada em minoria e consequentemente, o conjunto dos esquemas preparados pela Comissão teológica, foi varrido sem serem examinados. O texto sobre a liberdade religiosa do Secretariado para unidade permanecia então, sem um concorrente. Esse foi adotado em 7 de dezembro de 1965.

Propomos aqui a tradução do Capítulo 9 do De Ecclesia na sua ultima redação, isto é, tal como foi colocado nas mãos dos Padres conciliares, antes da abertura da assembleia, e que constituí de tal modo uma espécie de limite: com todo o seu aparato de referência, que estimo útil reproduzir lhe integralmente, essa é a ultima e certamente a melhor síntese daquilo que foi a doutrina da Igreja sobre a questão até ao Concílio.

Abbé Claude Barthe

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Exámen crítico del gobierno representativo en la sociedad moderna - P. Luis Tapparelli D'Azeglio S.J.

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Catecismo popular acerca del protestantismo para uso del pueblo - Pe. Juan Perrone S.J.

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