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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

DONLBERTO SECCI: A HERMENÊUTICA IMPEDE O JUÍZO



Editorial de Radicati nella fede
Padre Alberto Secci
Tradução: Gederson Falcometa
Vivemos há muitas e muitas décadas em um tempo de reforma perene da Igreja. 

Não sabemos mais nem mesmo como definir a Igreja, se não dentro de uma contínua e extenuante mudança: “quem pára se perdeu” parece ter se tornado ironicamente o novo e onicompreensivo mandamento.

Uma reforma a todos os níveis e sob todos os aspectos foi invocada e atuada para que, diziam, a Igreja pudesse entrar em contato com a sociedade dos homens em perene mudança; para que pudesse entrar em contato com essa de modo mais livre e puro.

A reforma foi requerida e depois propagada por motivos pastorais, para que a Igreja não continuasse a marginar-se em uma recusa da modernidade.

É dentro desta urgência prático-pastoral que a maioria se convenceu da necessidade de aceitar toda uma série de reformas-revoluções que, a partir da Missa, deveriam mudar completamente o rosto da Igreja de dois milênios.

Não é verdadeiro que as reformas, estas reformas, fossem esperadas. O mundo católico sempre teve uma “santa preguiça” em não mudar muito e por séculos a imutabilidade foi ensinada como uma das mais importantes características da verdadeira Igreja.

Mas era necessário não perder o mundo que estava se tornando liberal, agnóstico e depois socialista; era necessário além disso não perder os “irmãos separados” que, no momento, separados por séculos de Roma muito conservadora, tinham produzido com toda liberdade uma série de reformas que talvez, ao menos em parte, podem ser recebidas e valorizadas.

Ocorria mudar, mudar… era o mantra obsessivamente repetido em muitos lugares tanto que também os “devotos” não encontraram mais as razões e a força para dizer não àquilo que subitamente apareceu como a destruição geral da vida católica.

domingo, 16 de dezembro de 2018

DON CURZIO NITOGLIA: O DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS SEGUNDO SANTO AFONSO



Don Curzio Nitoglia
Tradução: Gederson Falcometa

Introdução

Muitos conhecem as “Regras para o Discernimento dos Espíritos contidas nos “Exercícios Espirituais” (n 313-316) de S. Inácio de Loiola, mas também S. Afonso Maria de Ligório compôs um tratado (menos conhecido) em que aborda, de maneira diversa, o mesmo tema.

Em 1775 S. Afonso escreveu um livro de teologia ascética intitulado Conduta admirável da Divina Providência (Nápoles, Editora Paci), em que da página 127 a página 157 abordou a questão do Discernimento dos Espíritos, no capítulo intitulado Conselhos de alívio e confidência para uma alma desolada. Colóquio entre Monsenhor o Autor e a Alma que pede conselho.

O Redentorista Padre Alfonso Amarante, em 2008, cuido da 10ª edição desta obra, com adaptação para a língua italiana corrente, publicada pela Shalom Editora de Camerata Picena na província de Ancona [1].

No presente artigo resumo o conteúdo da obra afonsiana e convido o leitor a estudar e meditar o próprio texto do Santo Doutor da Igreja.

A partir de um alegado estado de falência espiritual de uma alma desolada S. Afonso ensina as várias etapas da verdadeira conversão interior e do renascimento espiritual. Segundo o Santo as penas maiores dos homens não são aquelas materiais e físicas, mas as tentações e as desolações de espírito. A tentação é um incitamento ao mal, que vem do demônio, da nossa natureza (ferida pelo pecado original) ou do mundo, colocando nos em perigo de perder a graça santificante. A desolação espiritual é um estado de ânimo em que se considera ter perdido a graça de Deus e de ter sido abandonado pelo Senhor. A aridez sensível é menos grave que a desolação espiritual porque nela não se sentem mais as consolações espirituais, que aliviam a natureza sensível da alma pia. Muitos Santos trataram destes temas (aridez, desolação) com terminologias diversas (por exemplo S. Francisco de Sales na Filotéia ou Introdução a vida devota as chama aridez e desolações como S. Inácio nos seus Exercícios Espirituais e como S. Afonso no presente tratado; S. João da Cruz na obra Noite Escura as chama de “noite dos sentidos e noite do espírito”), mas a realidade significada é a mesma: a noite dos sentidos corresponde a aridez e a noite do espírito a desolação [2].

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

UM SACERDOTE DE JOELHOS ENTRE OS "GILETS-JAUNES"




Uma imagem que não tem necessidade de comentários e representa todos os sacerdotes e religiosos, os homens e as mulheres de boa vontade que nestes tempos tremendos continuam a rezar pela Itália, pela França, pela Europa e pelo mundo…

… Mas vós, o sacerdotes, porque não correis a chorar entre o vestíbulo e o altar, invocando a suspensão dos flagelos? Porque não tomais o escudo da fé e não andais sobre os tetos, nas casas, nas ruas, nas praças, em todo lugar mesmo inacessíveis, a levar a semente da minha palavra? Ignorais que esta é a terrível espada de dois gumes que abate os meus inimigos e que rompe a ira de Deus e dos homens?… São João Bosco, em um sonho profético de 1870.

LORENZO FONTANA, MINISTRO ITALIANO: "SÃO 300 MILHÕES DE CRISTÃOSPERSEGUIDOS NO MUNDO". E NÓS ACOLHEMOS OS SEUS CARNÍFICES




Chiesa e Post-Concilio

Tradução: Gederson Falcometa

A denuncia do Ministro da Família Italiano Lorenzo Fontana: “São 300 milhões de cristãos perseguidos no mundo”. E o Ocidente em declínio, a Europa e a Itália acolhem os seus carnífices, os imigrantes islâmicos: câncer a ser extirpado antes que prevaleça.

Lorenzo Fontana, Ministro da Família e Deficiência, quis tratar a espinhosa questão da perseguição que as pessoas de fé cristã sofrem quotidianamente no mundo.

Através de uma nota oficial, quis explicitar as dificuldades que a cada dia os cristãos devem enfrentar declarando: “300 milhões de cristãos perseguidos no mundo. Um em cada sete vive em um País de perseguição”.

Prosseguindo na sua intervenção Lorenzo Fontana acrescentou: “Os dados de Ajuda a Igreja que Sofre são um novo toque de alarme para as instituições internacionais.É nosso objetivo levantar a voz em defesa dos irmãos e irmãs que em todo o mundo não podem professar a sua fé”.

Concluindo a nota o Ministro para a Família e Deficiências convidou todos (União Européia in primis) a refletir sobre estes dados e a mover-se ativamente para fazer com que situações como estas não ocorram mais. Um convite a ação para todos.

sábado, 8 de dezembro de 2018

DON CURZIO NITOGLIA: A DEMOCRACIA CRISTÃ E O MODERNISMO



Don Curzio Nitoglia
Tradução: Gederson Falcometa

Romolo Murri,  Luigi Sturzo e Alcide De Gasperi

A questão democristã

Dário Composta escreve: “O modelo ideal da “DC” se pode definir […] como política progressista e aconfessional”[1]. Essa é um partido de centro que olha à esquerda, como dizia Alcide de Gasperi. Don Composta distingue três tipos de católicos:

«a) Os cristãos sociais, que rejeitam os princípios da Revolução Francesa, por aderirem a doutrina social e política do Magistério Eclesiástico;
b) Os cristãos liberais, que param na metade do caminho entre a idéia da revolução e o ensinamento da hierarquia católica.
c) Os democratas cristãos, que, enquanto acolhendo um certo sentido ou uma inspiração vagamente cristã, se mantiveram laicistas e se orientaram pela teoria relacionada a revolução francesa; eles tiveram como decanos na França; Lamennais, Saugner e Maritain e na Itália Murri-Sturzo-De Gasperi. Os democratas cristãos – continua Composta – “tinham se convencido de que o pensamento social católico de alguma forma deveria se reconciliar com a situação de fato […] e abandonar a intransigência [2]. A “DC” pensa que a revolução francesa foi um fenômeno divino e positivo, que toda forma de governo não democrática cristã é inaceitável e anticristã.  Romolo Murri, fundador da “Liga democrática nacional” [3], foi condenado junto com sua “Liga”, e excomungado como modernista em 28 de julho de 1906. Sturzo foi mais hábil, porque não quis se envolver de modo aberto, com o modernismo, mesmo que possuísse idéias progressistas e modernizantes, ele fundou o “PPI”, que foi severamente criticado pelo Padre Agostino Gemelli,  Monsenhor Francesco Olgiati e pelo Cardeal Pio Boggiani, Arcebispo de Gênova, que em 5 de agosto de 1920 publicava uma “Carta Pastoral” onde colocou luz sobre os graves erros do “PPI”:

a) Emancipação da Hierarquia eclesiástica;
b) Exaltação da liberdade como valor absoluto  em conluio com os liberais;
c) Derivação  de sua teoria política a partir dos princípios da revolução francesa.

P. GUIDO MATTIUSSI, S.J.: DOGMAS MUTÁVEIS


Torre de Babel, Pieter Bruegel, 1563

Padre Guido Mattiussi, S.J.
Tradução: Gederson Falcometa

  “Virá o dia que um Concílio adaptará a religião aos novos tempos, expondo-a segundo as idéias agora aceitadas, como o Concílio de Trento por sua vez a expôs segundo as idéias escolásticas. Assim muitos dizem, e mais despudoradamente que outros, Loisy“.

sábado, 1 de dezembro de 2018

AUGUSTO DEL NOCE: AS ORIGENS DO CONCEITO DE IDEOLOGIA

Augusto Del NoceTradução: Gederson FalcometaCapela Santa Maria das Vitórias

Quando comecei a analisar as origens e o significado do termo ideologia no fim do século XVIII, primeiro acreditei que havia bem pouco a dizer para ter uma refência àquilo que esse tem no presente.

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