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domingo, 29 de dezembro de 2019

GUSTAVE THIBON: FARISAÍSMO CLÁSSICO E ROMÂNTICO

"O Cristo da moeda", Anton Van Dyck, 1625. 

Gustave Thibon
Tradução: Gederson Falcometa

“Um novo homem nasceu no homem... O amanhã não se assemelhará ao hoje...”. Estas frases, que simbolizam a maravilha do otimismo democrático, foram colhidas entre mil na literatura de extrema esquerda. Cada espírito verdadeiramente cristão prova, diante de tais fórmulas, um sentimento de mal estar: vê nelas verdades divinas prostituídas, se sente diante a um novo farisaísmo. 

Existem, de fato, duas espécies de farisaísmo, dois modos de prostituir o céu a terra.

O fariseu no sentido clássico do termo, é um cristão a qual tem a alma fechada a essência do sobrenatural da sua religião. Ele pertence ao mundo, sabe como ser bem sucedido no mundo. Instintivamente materializa, edulcora e minimiza as exigências divinas. O amor e a cruz lhe são estranhos. Vê na religião apenas uma força de conservação social, coloca Deus ao serviço de uma certa forma, restrita e de todo exterior, da ordem humana. Um faustoso prelado do Grande Século, um burguês bem pensante do último século representam muito bem este tipo de humanidade. 

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