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segunda-feira, 30 de julho de 2012

P. MATTEO LIBERATORE, S.J.: CONDIÇÃO DA IGREJA OPOSTA AO ESTADO







Rev. Pe. Matteo Liberatore S.J.
A Igreja e o Estado (2ª ed.) Napoles 1872, cap. I, pag. 7-21.
Tradução: Gederson Falcometa
 
CONDIÇÃO DA IGREJA OPOSTA AO ESTADO
CAPÍTULO I.
ARTIGO I.
Conceito liberal

I
Triplice forma de tal conceito

A palavra de ordem, como se costuma dizer, do liberalismo hodierno é a emancipação do Estado da Igreja. Isto se entende de duas maneiras: segundo a que é promovida pelo liberalismo absoluto ou pelo liberalismo moderado; do qual se aproxima, de boa ou má fé, muitos, mesmo entre aqueles que são católicos, se não de mente ao menos de coração, e assumem a denominação de católicos liberais. O primeiro dos dois liberalismos quer a supracitada emancipação pela via da supremacia do Estado; o segundo pela via de plena independência da Igreja; os católicos liberais sustentam a recíproca separação não como verdade especulativa, mas como método prático.

domingo, 29 de julho de 2012

MONS. BRUNERO GHERARDINI: ÍNDOLE PASTORAL DO VATICANO II - UMA AVALIAÇÃO

Apresentamos a tradução da preleção de Monsenhor Brunero Gherardini no Congresso sobre o Vaticano II realizado em Roma, em dezembro de 2010, pelos Franciscanos da Imaculada.

Por Monsenhor Brunero Gherardini


Fratres in Unum.com | Com a generosa contribuição de Gederson Falcometa – Era uma vez a ave Fênix. Todo mundo falava dela, mas nunca ninguém a havia visto. E hoje há uma versão sua aggiornata, da qual todos também falam e ninguém sabe dizer do que se trata: chama-se Pastoral.

1 – A Palavra – Sejamos bem claros: a palavra em si não é um problema, sendo evidente a sua derivação de pascere: verbo que vem do latim pabulum (pasto, alimento), da qual surge uma família não muito numerosa, mas bem identificável em seus componentes: pascere, precisamente, no sentido de conduzir à pastagem e dar de comer; pastum, do qual uma clara tradução é o italiano pasto [alimento, comida], mas que também pode se traduzir com cibo [pasto, comida] ; pastor, indicando que conduz ao pabulum, dá alimento e mantém rebanhos e manadas. Pastor se torna, por sua vez, o pai de pastoricia ars, em italiano pastorizia, ou a arte de quem cria animais; de pastura, com o significado de pasto aberto, e de pastu — ou pastoral, já presente no latim tardio para descrever o “vestuário, os alimentos, os costumes, a linguagem do pastor. Não descende, todavia, a pasteurização, ou procedimento de conservação de elementos líquidos, como o leite, porque a palavra vem do francês pastoriser, derivando por sua vez de L. Pasteur (1822-1895), seu inventor.

[…] [O termo] Pastoral entrou cedo no jargão eclesiástico, para qualificar três das cartas paulinas, ou a atividade dos evangelistas e de seu ensino, ou as insígnias episcopais, como o anel, o báculo, as cartas. Mais recente, mas não moderno, é o uso de pastoral em referência à teologia e com abordagem não-dogmática; originalmente, de fato, foi anti-dogmático. Aos que desconhecem o jargão eclesiástico, no entanto, um homem da média cultura muito facilmente associará pastoral à mocinha da poesia arcádica, à composição poética de origem provençal e de conteúdo amoroso, à écloga virgiliana, à tragédia “Aminta” de T. Tasso e à música de caráter simples e terno, com específica tipificação na “sexta” de Beethoven.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

HÚNGRIA: A REPÚBLICA QUE HONRA A SANTA COROA

Hungria 
Nova Constituição de 1º de Janeiro de 2012
    Tradução Gederson Falcometa


Em 1º de janeiro de 2012 entrou em vigor a nova Constituição da Hungria aprovada pelo parlamento húngaro em 25 de abril do ano passado. É uma lufada de ar fresco na atmosfera envenenada da Europa de Bruxelas. Abaixo publicamos as notas mais belas:

domingo, 1 de julho de 2012

MONS. JEAN-BAPTISTE MALOU: DOUTRINA DA IGREJA A RESPEITO DO USO DOS LIVROS SAGRADOS

 




Monsenhor Jean-Baptiste Malou
Tradução: Gederson Falcometa


A leitura da Sagrada Bíblia em língua vernácula (I)


I.
Doutrina da Igreja Católica a respeito do uso dos livros sagrados

Nós acreditamos que as Sagradas Escrituras foram dadas a Igreja para instruir todos os fiéis, e que foram particularmente confiadas aos pastores, afim de que as conservassem intactas e puras em meio às vicissitudes e revoluções das sociedades humanas, afim de que esses fizessem dela a base de seu ensinamento. Acreditamos que contém a maior parte das verdades reveladas, e que a Igreja docente, isto é, o corpo dos pastores, o sucessor de Pedro como chefe, recebeu a missão de interpretá-la de forma autêntica por meio da tradição vivente, por ela conservada em seu próprio seio em virtude da autoridade recebida do Salvador. Acreditamos que as Sagradas Escrituras em várias circunstâncias são suficientes por si só, para confundir a heresia se entendidas no sentido atribuído a elas pelos SS. Padres e conformemente às decisões anteriores da Igreja; mas acreditamos ainda com Tertuliano que não são susceptíveis de resolver definitivamente e absolutamente alguma controvérsia quando separadas do princípio de autoridade e se lhe determine o sentido segundo opiniões preconcebidas ou segundo sistemas humanos; neste último caso, elas para servir-nos da expressão enérgica daquele Doutor Africano, servem apenas para turbar o estômago e o cérebro [1]. Acreditamos que a Escritura não contém todas as verdades reveladas, mas acreditamos que a sua leitura seja necessária aos pastores de almas e que possa ser útil a todos os fiéis que são preparados para esta mesma leitura; acreditamos que jamais Deus ordenou a todos os cristãos de lerem a Sagrada Bíblia e atingir com os seus próprios esforços o conhecimento da revelação; acreditamos que os fiéis lucram com as Sagradas Escrituras se colocam atentamente e docilmente o ouvido ao ensinamento dos seus pastores, e acreditamos que a Igreja teve legítimos motivos para estabelecer e modificar as leis disciplinares ou os costumes locais que restringiram ou encorajaram em épocas diferentes o uso dos livros sagrados entre os leigos.

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