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domingo, 2 de maio de 2021

ROBERTO MARCHESINI: PORQUE UM CÓDIGO CAVALHEIRESCO.

 



Extraído do livro
Código cavalheiresco
para o
homem do terceiro milênio

 

Roberto Marchesini
Tradução: Gederson Falcometa

 

Viver de acordo com o que você gosta não é a única maneira de viver, apesar daquilo que sustenta o mainstream.

Como Goethe escreveu: “Viver de acordo com o próprio gosto é próprio do plebeu; a alma nobre aspira a uma ordem e a uma lei ”. A alma nobre deseja uma lei, não a rejeita; considera a vida como disciplina, não como prazer. Noblesse oblige - nobreza obriga, a nobreza obriga, não desvincula dos deveres.

A nobreza”, explica Ortega y Gasset, “é sinônimo de uma vida corajosa, sempre empenhada em se superar, em se transcender, em alcançar o que ela propõe como ser e exigência. [...] São os escolhidos, os nobres, os únicos ativos e não reativos, para quem viver é tensão perpétua, disciplina incessante. Disciplina = askesis. São os ascetas”.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

DON ENNIO INNOCENTI: INFLUXOS GNÓSTICOS NA IGREJA DE HOJE

 



Henri De Lubac

Extraído do livro 
"Influxos gnósticos 
na Igreja de hoje"

  
Sacra Fraternitas Aurigarum Urbis
Don Ennio Innocenti
Tradução: Gederson Falcometa

 

Antes de tudo, chamamos a atenção crítica sobre a obra de H. De Lubac.

Certamente não podemos nos alongar aqui em exames aprofundados de todas as suas obras. Além disso, não há necessidade porque basta, para o nosso propósito, destacar a defesa que De Lubac fez de Pico della Mirandola, ou seja, daquele que esteve entre os principais arquitetos do da gnose espúria em ambiente cristão, no século XV, com imensa repercussão em toda a Europa.

Introdução

Na terna que evocamos De Lubac, ele é o autor mais importante e, certamente, aquele que exerceu a maior influência na Itália. Todas as suas obras foram traduzidas e de várias foram feitas mais edições (a poderosa editora Jaca Book assumiu o fardo da edição suntuosa edição de sua Opera Omnia e é provável que ela tenha sido de fato absorvido pelo mercado italiano).

Em relação a outros conhecidos autores degradantes, ele obteve o maior sucesso humano, tendo conseguido converter aos seus pontos de vista não só a hierarquia de sua congregação religiosa, mas também a própria Santa Sé, que finalmente lhe concedeu a insígnia, como um título meramente honorífico, do barrete cardinalício, fato - este - que certamente aumentou seu credenciamento entre os simples.

Henri de Lubac nasceu em 1896 e teve formação humanística, filosófica e teológica nas mesmas escolas frequentadas por Teilhard, de quem mais tarde se tornou o principal confidente e defensor.

Esteve em simbiose com a problemática modernista (Blondel, Le Roy, Buonaiuti) desde a juventude e foi precisamente através de um autor com odor de modernismo (Rousselot) que prontamente dirigiu seus estudos sobre aquelas doutrinas relativas à necessidade do sobrenatural que fez dele o principal expoente da "nova teologia".

Encontramos nele as instâncias de historicização ostentadas por Chenu, tanto que a sua teologia se definiu, por excelência, "teologia histórica": é, de fato, uma reflexão teológica sobre a história da teologia (uma reflexão não apenas assistemática mas também inorgânico): através da história daquela ciência muito mutável e muito defeituosa (?) chamada teologia, a história dos dogmas, religiões, filosofias gnósticas modernas... ele apresenta sua ideia misteriosa e ecumênica da Igreja que tem vários pontos em comum com a de Congar.

As etapas da sua carreira são as seguintes: em 1913 entrou no noviciado, em 1917 - soldado - foi gravemente ferido na cabeça, em 1930 tornou-se professor de teologia fundamental na Faculdade de Teologia dos Jesuítas de Lyon (um outro "mito", como o dominicano de Le Saulchoir), em 1938 o seu livro programático foi publicado em harmonia com a aura progressista do momento (Catholicisme. Les aspect sociaux du dogme), em 1941 juntou-se à "Resistência", em 1946 lançou Supernaturel; sai em 1950 o preocupante Histoire et Esprit e ele foi suspenso do ensino, de 1951 a 1954 ele escreveu seus livros aberturistas sobre o budismo, em 1954 ele retomou o ensinamento, em 1957 recebeu a aprovação explícita de Pio XII, em 1958 foi eleito " Membro do Instituto de Paris”, em 1960 foi contato entre os peritos teológicos do Vaticano II, em 1983 foi “criado” cardeal.

sábado, 24 de abril de 2021

DON CURZIO NITOGLIA: O ESTRUTURALISMO FRANCÊS E A SUBVERSÃO DO INDIVIDUO ATRAVÉS DA OBSESSÃO MUSICAL, PSICOLÓGICA E TOXICOLÓGICA

Don Curzio Nitoglia
8 de junho de 2011
Tradução: Gederson Falcometa

O estruturalismo é “o certificado de morte da alma”(Michel Focault).
“Existe muita lógica nesta loucura” (Hamlet, W.Shakespeare).

Proêmio
  • O marxismo em crise depois da falência da revolução stalinista, que não conseguiu exportar o comunismo para o mundo inteiro, buscou (dos anos Trinta ao Sessenta e oito) uma outra via, para levar a revolução na parte do mundo, ainda não marxizada  e conseguiu. Esta nova via consiste em substituir o proletariado e a luta de classes com a corrupção intelectual e ética do indivíduo, e mesmo com a destruição da realidade levada adiante pela classe estudantil, embriagada de doutrinas irracionais, ilógicas e niilistas, as quais conduzem ao suicídio do indivíduo, a destituição da moral natural e a tentativa de “matar” o próprio Ser subsistente através do enti-cídio ou a destruição do ser participado, finito e criatural.
  • Já falamos difusamente da Escola de Frankfurt e apenas en passant do Estruturalismo francês. Agora nos propomos a tratar mais detalhadamente desta segunda escola de pensamento, estudando a vida e as obras dos seus maiores representantes e a doutrina que nasceu de suas mente doentes para contagiar a juventude estudantil, arruinar o indivíduo, a família e subverter a Sociedade e a Igreja com a tática da mão estendida ou do diálogo entre o comunismo de face humana e o cristianismo (Garaudy, Bloch e Rodano).
Música e revolução
  • O estruturalismo (J. Lacan), como na Escola de Frankfurt (T. W. Adorno), estudou também a música como elemento destrutivo e dissolvente da harmonia e do equilíbrio humano (sensibilidade submetida ao intelecto e a vontade). Aristóteles escreve que “mentes perversas levam a estilos musicais retorcidos” (Política, VI). O estruturalismo e especialmente Adorno o entenderam muito bem e revogaram a verdade aristotélica: “a música retorcida perverte a mente e a alma do homem”. Por isso se tem trabalhado para destruir e subverter a Sociedade Civil, a família e o indivíduo desde a profundidade da sua alma através de uma música selvagem. Infelizmente com a “Reforma litúrgica” de Paulo VI em 1970 esta dissonância musical (e não apenas ela) entrou também nas igrejas e perverteu a mente e a Fé dos cristãos. Os estruturalistas e Adorno partem de Richard Wagner e Schönberg, com o qual inicial o predomínio das variações, dissonâncias, sobreposição dos temas, para chegar a música leve ou pop moderna, que é a radicalização da desarmonia  para desequilibrar e deseducar através da audição a mente das novas jovens gerações [1]. Os autores estudados são Richard Wagner (+1883), Arnol Schönberg (+1951) e Elvis Presley (+1977), do qual nasceu a revolução musical que nos anos Sessenta arruinou milhões de jovens, junto a droga e ao álcool.

terça-feira, 20 de abril de 2021

MONS. HENRY DELASSUS: "O AMERICANISMO E A CONJURAÇÃO ANTICRISTÃ", SUGIRO A LEITURA

 


Don Curzio Nitoglia
Tradução: Gederson Falcometa

Monsenhor Delassus e o Americanismo

Monsenhor Henry Delassus escreveu um livro esclarecedor sobre o Americanismo (L'Américanisme et la Conjuration antichrétienne, Lilla-Paris, Desclée De Brouwer, 1899, tr. It., Americanismo e a conspiração anticristã, Siena, Bernardino, 1903) que nos ajuda a compreender a atual situação religiosa e geopolítica - dominada pelo americanismo temporal e espiritual - claramente prevista pelo prelado francês há cerca de 100 anos. A editora Effedieffe (Proceno di Viterbo) propõe, para o Natal de 2015, a segunda edição aos leitores italianos.


Trama da obra

Nesta obra, o prelado explica que de todos os sujeitos inquietantes do mundo atual, tanto no campo político quanto no religioso, a América do Norte não é dos menores. Na verdade, o que o caracteriza é "a audácia nas empresas industriais e comerciais e também nas relações internacionais, atropelando todas as leis da civilização católico romana" (p. 47 da edição Effedieffe). Infelizmente, por meio do americanismo, os Estados Unidos impõem a sua audácia até mesmo nas questões religiosas.

O termo "catolicismo americano" ou americanismo (condenado por Leão XIII em 1889 com a Carta Testem benevolentiae ao cardeal Gibbons) não é um rótulo de cisma ou heresia, é "um conjunto de tendências doutrinárias e práticas, que tem sede na América e que daí se espalhou para o mundo cristão e especialmente para a Europa ”(p. 48). O aspecto mais preocupante do americanismo é o de "sua relação com as esperanças e projetos do judaísmo, especialmente com as tendências anticristãs das leis do mundo moderno e da sociedade americana, que aspira a possuir o monopólio do pensamento revolucionário" ( p. 49). Na verdade, "há uma conspiração anticristã que atua, por meio de revoluções e guerras, para enfraquecer e, se possível, aniquilar as nações católicas, para dar hegemonia às protestantes, como a América, a Alemanha e a Grã-Bretanha" (Nota nº . 1, página 49).

ROBERTO PECCHIOLI: A VERDADE É MENTIRA. A MENTIRA É VERDADE

 


 

Accademia Nuova Italia
Roberto Pecchioli
Tradução: Gederson Falcometa

 

Mark Twain dizia que é mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que foram enganadas. Autor das (altamente censuradas!) Adventures of Huckleberry Finn, no século XIX não poderia ter conhecido o poder de fogo do dispositivo midiático de informação e deformação da verdade. O problema da verdade e da mentira tornou-se central na “sociedade do espetáculo”, da busca da notícia e da pós-verdade, que se tornou o nome da arte da mentira.

Em última análise, todas as contorções verbais de nosso tempo são atentados contra à verdade, à clareza e, em última instância, à negação da realidade. Multi, poli, trans, bi são máscaras, fumícias que visam distanciar o homem da verdade e de sua pesquisa.

STEFANO FONTANA: NOVOS PADRES: SINODAIS, "MODERNOS", TUDO MENOS SANTOS




 Stefano Fontana
Tradução: Gederson Falcometa


Repensar o sacerdócio, este é o objetivo do Simpósio Teológico Internacional idealizado pela Congregação dos Bispos e apresentado à imprensa no dia 12 de abril pelo Cardeal Marc Ouellet. O simpósio realizar-se-á de 17 a 19 de fevereiro de 2022 e terá como tema geral “Por uma teologia fundamental do sacerdócio”. O simpósio - disse Ouellet - deve buscar a “conversão sinodal” e “oferecer uma visão renovada, um sentido do essencial, uma forma de valorizar todas as vocações, respeitando o que é específico de cada uma”.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

GIOVANNI SERVODIO: O EQUÍVOCO DA LIBERDADE RELIGIOSA

 



De Giovanni Servodio

UNAVOX

[Tradução: Gederson Falcometa]

 

Buscaremos manter uma certa moderação ao tratar deste tema que, após a emergência sanitária, se tornou objeto de múltiplas controvérsias, de declarações e retratações públicas e, sobretudo, gerou mal entendidos e consequentes equívocos.

Falamos da celebração das Santas Missas nos lugares de culto católicos, que o Governo proibiu de fato exercitando um direito que não tem e então aplicou uma arbitrariedade, com o agravante da manifesta inconsciência acerca das premissas e das consequências da sua decisão.

Primeiramente clareamos um ponto importante: a proibição de fato das celebrações das Missas diz respeito só as Missas com a participação dos fiéis, porque o sacerdote, que é o único sujeito que pode efetuar a celebração, é livre para fazê-lo: coisa que não poderia ser de outro modo, como demonstra a experiência de séculos e em particular a experiência dos sacerdotes em cativeiro. Segue-se que a continuidade do culto católico não foi afetada pela decisão do governo e não poderia ser em qualquer caso; embora seja claro para todos que os próprios governantes não tinham e não têm a menor consciência disso.

Por outro lado, por sua própria natureza, a celebração da Santa Missa escapa à interferência de qualquer imposição externa, exceto em casos extremos que ocorreram dentro dos regimes políticos comunistas e / ou maçônicos. O único impedimento irremediável é determinado quando o celebrante não pode ter a "matéria" disponível para a validade do sacramento. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

STEFANO FONTANA: DIETRICH BONHOEFFER E O CANCELAMENTO DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA

 

Dietrich Bonhoeffer
Dietrich Bonhoeffer


Stefano Fontana
La Nuova Bussola Quotidiana
Tradução: Gederson Falcometa

Como é bem sabido, a teologia protestante influiu muitíssimo sobre a católica em toda a segunda metade do século passado. Tal influência criou não poucas dificuldades para a Doutrina Social da Igreja que necessita da “continuidade” entre natural e sobrenatural que o luteranismo ao invés nega. Se pode sustentar que todas as principais formas de negação da própria possibilidade da Doutrina social da Igreja por parte dos teólogos católicos se ressintam no fundo desta influência protestante.

terça-feira, 21 de abril de 2020

DON ENNIO INNOCENTI: O FUNDAMENTALISMO




Don Ennio Innocenti
Sacra Fraternitas Aurigarum Urbis
Tradução: Gederson Falcometa

Esta palavra refere-se ao fundamento e tem uma aplicação muito variada por analogia. Mas o final em ismo indica que é uma ideologia que exalta fanaticamente o fundamento. Este último pode ser justo, mas se é usado por fanáticos então nem mesmo o fundamento pode justificar certas ações.

Todavia a polêmica contra o fundamentalismo é suspeita, porque não é apreciada a coerência, a lógica dedução daquilo que é fundamental.

Desde quando a filosofia moderna ensinou que nós não conhecemos a realidade, mas só o produto da nossa fantasia e da nossa mente, não se quer falar mais nem mesmo de verdade e quem quer afirmar a verdade se torna inimigo da democracia que é toda fundada sobre opiniões mutáveis.

O católico que segue os princípios do catecismo se torna um fundamentalista, como o fanático que se explode.

A realidade é que sem fundamentos qualquer construção desmorona, como ensinou o próprio Jesus.


Don Ennio Innocenti

quinta-feira, 9 de abril de 2020

DON CURZIO NITOGLIA: ORWELL 1984 - CARDEAL NEWMAN E O LIBERALISMO.

MUNDIALISMO, BENSON, ORWELL
E O CARDEAL NEWMAN

ORWELL 1984 - CARDEAL NEWMAN E O LIBERALISMO

Don Curzio Nitoglia
Tradução: Gederson Falcometa


a) GEORGE ORWELL “1984”
Prologo
Em 1903 Eric Arthur Blair, verdadeiro nome de George Orwell, nasce em Bengala, onde o pai é funcionário estatal do Reino Unido. Em 1904 retorna a Inglaterra com a mãe. Em 1922 se alista na Polícia imperial indiana em Birmânia. Em 1936 se inscreve no Partido socialista inglês e parte voluntário para ajudar os “vermelhos” na guerra civil espanhola. Porém, ali é perseguido pelos comunistas stalinistas, porque ele é trotskista; em 1939 é expulso da Espanha como anárquico pelos “vermelhos” (e não por Franco). Em 1946 inicia a elaboração do seu ultimo romance “1984” que desejou intitular “O ultimo homem da Europa” [1]; o termina pouco antes de morrer em Londres em 21 de janeiro de 1950. A sua formação socialista idealista e utopista o acompanhou por toda a vida. O próprio estilo do romance  lhe ressente: não é muito brilhante, antes é comparável a periferia das grandes metrópoles hodiernas, falta esperança, é sombrio e angustiante. Todavia ele intuiu que a sociedade estava se encaminhando para uma homologação e homogeneização mundialista e globalizante, para ele cumprida, porém, pelo comunismo real soviético ou stalinista e não pelo liberalismo maçônico, como para Benson e Newman. O romance é interessante, mas falta a visão teológica da história; capta apenas a dimensão socioeconômica e o lado desumano e totalitário do comunismo absolutista soviético. Os traços que para Orwell caracterizam a sociedade mundialista do futuro “1984” (para Benson foi o “1989”) são o totalitarismo, a perda da memória histórica, a falsificação de todo traço histórico, a perda do contato com o real, a corrupção da linguagem através do barbarismo e neologismos de péssimo gosto, a anulação da identidade do indivíduo, que se perde na sociedade universal. Todavia permanece um ultimo homem livre, que, porém, será aniquilado sem alguma esperança (da qual como socialista o Autor estava totalmente privado) do poder anônimo da “nova ordem mundial” e da massificação totalitarista.

domingo, 5 de abril de 2020

DON CURZIO NITOGLIA: O SENHOR DO MUNDO, BENSON






MUNDIALISMO, BENSON, ORWELL
E O CARDEAL NEWMAN


O SENHOR DO MUNDO
1a parte


Don Curzio Nitoglia
Tradução: Gederson Falcometa



“Em muitos pontos, os hereges estão comigo, em  outros pontos não; mas por causa destes poucos pontos nos quais se separam de mim, a eles não serve de  nada  estar comigo em todo o resto”
(S. Aug., In Psal. 54, n. 19; PL 36, 641).

Prólogo


No artigo precedente tratei da Europa de Maastricht como tentativa de construir o “mundialismo”, a “globalização” e de instaurar a “Nova Ordem Mundial”, comentando o livro de Ida Magli, A ditadura europeia (Milão, Rizzoli, 2010). Agora vou resumir o que foi escrito por dois literatos ingleses em 1907 (Benson) e em 1948 (Orwell), e retomar um discurso publicado pelo L’Osservatore Romano em 14 de maio de 1879 sobre o liberalismo como principal inimigo do catolicismo, que foi feito em 13 de maio do mesmo ano pelo Card. John Henry Newman. Surpreendentes as suas intuições sobre aquilo que seria a sociedade liberal e globalizada, na qual tudo é lícito, exceto a verdade e o bem, na qual nos encontramos vivendo hoje, como demonstrado pelo livro de Ida Magli e pelos acontecimentos que se desenvolveram sob os nossos olhos.
(1a parte)
*
BENSON E “O SENHOR DO MUNDO”

 Robert Hugh Benson nasceu na Inglaterra em 1871 e morreu em 1914. Era o quarto filho do Arcebispo anglicano de Canterbury e se converte ao Catolicismo em 1903 aos 32 anos; no ano sucessivo foi ordenado sacerdote. Escreveu numerosos livros sobre a vida dos santos em caráter histórico-ascético para enquadrar e resolver a dicotomia entre protestantismo, mesmo o mais conservador como aquele anglicano, e o catolicismo romano. Os seus livros tem então, uma forte carga apologética e uma enérgica vis polemica (luta para estabelecer a verdade e refutar o erro) evitando toda confusão irênica (cessação de toda disputa voltada a busca da verdade sob a acusação de pacifismo). O livro do qual me ocupo no presente artigo (“O senhor do mundo”) foi escrito em 1907, o ano da condenação do modernismo com a Pascendi de São Pio X, e foi traduzido e publicado em italiano pela primeira vez em 1921 em Florença. Em 1987 graças ao interesse do Card. Giacomo Biffi foi reeditado pela Jaca Book de Milão com três edições (1997 e 2008) e dezesseis reimpressões. Benson, com um estilo verdadeiramente admirável, retoma o tema desenvolvido por São Pio X na sua primeira encíclica E supremi apostolatus cathedra de 1904, na qual o Papa Sarto observava que os males que circundam o mundo e a Igreja são de tal forma graves, que fazem pensar que o Anticristo esteja já presente nele.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

SALMO CONTRA O CORONAVÍRUS



Salmo 90


1 Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo,* que moras à sombra do Onipotente,
2 dize ao Senhor: “Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em quem eu confio”.
3 É ele quem te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa.
4 Ele te cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarás refúgio. Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
5 Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia,
6 nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia.
7 Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita: tu não serás atingido.
8 Porém, verás com teus próprios olhos, contemplarás o castigo dos pecadores,
9 porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
10 Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda,
11 porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.*
12 Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.*
13 Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.
14 “Pois que se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome.
15 Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
16 Será favorecido de longos dias, e eu lhe mostrarei a minha salvação.”

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