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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Do Amor

CAPÍTULO SÉTIMO
DO AMOR
EXTRAÍDO DO LIVRO:
A MEDICINA DAS PAIXÕES
JEAN BAPTISTE DESCURET
[Tradução: Gederson Falcometa]

 

O amor é uma paixão só:
desta ela reúne todas as outras.
A senhora de Suza.

 

Definições e sinônimos

 

O amor, no seu mais extenso conceito, é aquele irresistível encanto que atraí todos os seres, é aquela afinidade secreta que lhes une, é a celeste centelha que lhe perpetua: neste sentido tudo é amor na criação¹.

Considerado sob o aspecto moral, o amor é uma tendência da alma para o verdadeiro, o belo e o bom.

Na relação religiosa, Deus é amor, e amor é toda a sua lei. No amor de Deus então, sumo bem e criador de todas as coisas: no amor dos homens, a mais nobre entre as suas criações, é resumida na teoria cristã do amor.

DON CURZIO NITOGLIA: SÓCRATES





DON CURZIO NITOGLIA
Tradução: Gederson Falcometa

Introdução
Sócrates morre em 399 a.C. condenado formalmente por “impiedade”, ou seja, porque não cria nos Deuses da cidade e porque corrompia com as suas doutrinas a juventude de Atenas; mas a verdadeira razão da sua condenação a morte – como escreve Platão no Eutífron – eram os ressentimentos e os ciúmes de ordem política da parte da classe dirigente de Atenas. Foi-lhe ofertada a possibilidade de fugir, mas a recusa, bebe a cicuta que lhe vem dada pelos seus juízes, obedecendo como faz um soldado do pelotão de execução as ordens dos superiores. Como Platão disse que Sócrates havia cerca de 70 anos quando morreu, se deduz que nasceu cerca de 469-470 a.C.
Sua mulher era a famosa Xantipa definida como “a mulher mais insuportável daquelas que são, foram e serão” (Xenofonte, Simpósio, II, 10).

Definição das paixões

CAPÍTULO PRIMEIRO

DEFINIÇÃO DAS PAIXÕES

EXTRAÍDO DO LIVRO:

A MEDICINA DAS PAIXÕES

DE

JEAN BAPTISTE DESCURET

[Tradução: Gederson Falcometa]

 

 

Distinção entre comoções, sentimentos, afetos, virtudes, vício e paixões

A confusão das coisas nasce daquela das palavras.

O vocábulo paixão, adequado a sua grega etimologia (πάθος), soa pena ou ao menos disposição a receber comoções mais ou menos vivas, e a lhes corresponder. Duas espécies de causa podem produzir estas comoções, as causas externas e as internas. As primeiras agem sobre a periferia do corpo, as secundas ao contrário tem o centro do organismo por ponto de partida da sua ação. Em ambos os casos, estas comoções modificam mais ou menos o cérebro, o qual imediatamente comunica a sua modificação a qualquer ponto da nossa máquina por meio de numerosos condutores chamados nervos.

Todos os afetos vivos, todas as paixões tem o triste privilégio de adoecer o corpo e o espírito, usando-se esta frase para notar o desenvolvimento produzido tanto no físico quando na moral da paixão. Em tal modo se diz ser muitas vezes as afecções orgânicas do coração o resultado de afeições morais: e em antigo se dava o nome de paixão hipocondríaca ou histérica a doenças residentes nos hipocôndrios ou no útero.

DON CURZIO NITOGLIA: IGOR SAFAREVIC, AS ORIGENS HERÉTICAS DO ANARCO/SOCIAL/COMUNISMO





Don Curzio Nitoglia
Tradução: Gederson Falcometa

Socialismo, anarquismo e liberalismo econômico

Já tratamos do Anarquismo e das suas relações com o Social/comunismo e com o Liberalismo econômico libertário também chamado “Anarco/liberalismo econômico” ou “Anarco/Capitalismo”.
No presente artigo veremos, baseando-nos sobre o ótimo livro de Igor Safarevic, “O socialismo como fenômeno histórico mundial” (Moscou, 1977, tr. It., Milão, La Casa di Matriona, 1980, Milão – Viterbo, Effediefe, 1999), as origens hereticais comuns aos movimentos socialistas, comunistas e libertários.
Essas doutrinas (Anarquismo, Liberalismo econômico e Social/comunismo), como escrevemos no artigo sobre o anarquismo, publicado neste site, são substancialmente similares (autonomia do homem de qualquer ser e valor) e acidentalmente diferentes (ditadura da plutocracia para o liberalismo econômico e ditadura do proletariado para o comunismo, enquanto o anarquismo é um misto de liberalismo econômico libertário e de comunismo enquanto quer chegar a sociedade sem classes como o social/comunismo, mas imediatamente e individualisticamente sem passar pela revolução cientificamente e coletivamente organizada pelo proletariado marxistizado).

P. GIOVANNI PERRONE, S.J.: A REGRA DE FÉ PROTESTANTE CONDUZ AO RACIONALISMO

 

Artigo III.

A regra protestante de fé, considerada teologicamente, se demonstra conduzir ao racionalismo.

Padre Giovanni Perro, S.J.
Professor de Teologia no Colégio Romano
    Tradução: Gederson Falcometa

O racionalismo, seja vulgar, científico ou filosófico, é a tumba das crenças religiosas ou da fé cristã. A razão humana se faz para este o arbitro e o juiz supremo da revelação ou para falar com maior precisão dos termos, substitui a revelação por si mesmo, destruindo e anulando, até extinguir a sua noção. O sobrenaturalismo por isso não tem mais lugar; lhe substitui o puro naturalismo. Os livros santos e as doutrinas contidas nos mesmos, não são mais a obra de Deus, mas sim dos frutos da razão elevada a mais alta potência. Pois bem: o racionalismo nasce de um parto com o protestantismo; ao invés disso, devemos dizer que este lhe é o princípio gerador, e aquele a sua prole natural.

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