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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

DON CURZIO NITOGLIA: IGOR SAFAREVIC, AS ORIGENS HERÉTICAS DO ANARCO/SOCIAL/COMUNISMO





Don Curzio Nitoglia
Tradução: Gederson Falcometa

Socialismo, anarquismo e liberalismo econômico

Já tratamos do Anarquismo e das suas relações com o Social/comunismo e com o Liberalismo econômico libertário também chamado “Anarco/liberalismo econômico” ou “Anarco/Capitalismo”.
No presente artigo veremos, baseando-nos sobre o ótimo livro de Igor Safarevic, “O socialismo como fenômeno histórico mundial” (Moscou, 1977, tr. It., Milão, La Casa di Matriona, 1980, Milão – Viterbo, Effediefe, 1999), as origens hereticais comuns aos movimentos socialistas, comunistas e libertários.
Essas doutrinas (Anarquismo, Liberalismo econômico e Social/comunismo), como escrevemos no artigo sobre o anarquismo, publicado neste site, são substancialmente similares (autonomia do homem de qualquer ser e valor) e acidentalmente diferentes (ditadura da plutocracia para o liberalismo econômico e ditadura do proletariado para o comunismo, enquanto o anarquismo é um misto de liberalismo econômico libertário e de comunismo enquanto quer chegar a sociedade sem classes como o social/comunismo, mas imediatamente e individualisticamente sem passar pela revolução cientificamente e coletivamente organizada pelo proletariado marxistizado).


Origens religiosas hereticais do socialismo

No seu livro Safarevic nos mostra as origens religiosas e hereticais do socialismo na antiguidade pagã e sobretudo cristã, no medievo, na reforma protestante e na revolução moderada inglesa (gnósticas e maniquéias do IV a.C. até ao II século d.C., pauperistas, milenaristas e cátaras no medievo, Anabatismo protestante e Puritanismo britânico da primeira revolução inglesa de 1648).

Natureza comum das seitas cristãs/socialistas do maniqueísmo a revolução inglesa.

O caráter comum destes movimentos heréticos, que partem já do Maniqueísmo e da Cabala e sobretudo do Gnosticismo “cristão” do II século d.C. e chegam a revolução inglesa do século XVII-XVIII (de onde nasceu o Neoconservadorismo britânico e estadunidense), é a recusa global da sociedade vigente e do mundo com os seus limites, que não são suportáveis para os heréticos utopistas e gnósticos, que pretendem para o homem uma dignidade infinita e para o mundo uma perfeição absoluta, escorregando, assim, para o panteísmo. O Gnosticismo antigo é a matriz de todas as heresias socializantes e o Panteísmo lhe é o mínimo comum denominador. Além disso, eles querem o abatimento cientificamente violento e de massa (Marxismo) ou a ultrapassamento utopisticamente indolor individualista (Anarquismo) da sociedade vigente. Enfim, gostariam de construir já neste mundo um “novo paraíso terrestre” em que reinem a felicidade e a justiça absolutas, negligenciando ou negando o além vida.

A abolição da família através da comunalidade das mulheres e a ruptura da ligação genitores-filhos (v. a “Sociedade do Livre espírito e do Livre amor”), da propriedade privada (v. o Marxismo), o bem estar material ao grau mais elevado (v. o Liberalismo econômico), são as conclusões praticas as quais chegam estes movimentos.

Gnosticismo e heresias “cristãs/socialistas antigas

Na antiguidade clássica grega temos Aristófanes († 385 a. C.) e Platão († 347 a. C.), nos primeiros tempos das heresias cristãs os Nicolaítas, que no I século d.C. pregavam a comunalidade dos bens e das mulheres, e os Carpocracianos que no século II pregavam o “Livre amor” e a salvação através do pecado, considerando-se além e acima do bem e do mal.

Heresias socialistas medievais

No medievo, explica Safarevic, os pais do Social/comunismo moderno, foram os Cátaros e os Albigenses, que se difundiram no século XI na Europa centro ocidental (França, Espanha e Itália), esses eram repletos de ódio pela Igreja e o Papado e ensinavam a inconciliabilidade entre a matéria (intrinsecamente má) e o espírito (totalmente bom), porque a primeira era criatura do Deus malvado (o Mal absoluto, ou seja, o Deus pessoal e transcendente da Revelação mosaico-cristã) e o segundo era criatura do Deus bom (o Pneuma, o En-Sof, o Pleroma que é indeterminado e indefinido). Tudo isto lhe levava a negar a Encarnação do Verbo, o Cristianismo e a Igreja de Cristo. Todavia, de uma inicial teoria rigorista moral absoluta e radical esses passavam a um laxismo desenfreado, considerando-se os eleitos ou os gnósticos acima do bem e do mal, aos quais tudo, até mesmo e sobretudo o pecado, era não apenas permitido mas mandado como meio de santificação, enquanto o matrimônio e a procriação eram considerados absolutamente ilícitos. Esses chegavam também ao assassinato dos sacerdotes e ao incêndio de Igrejas, como aconte com o Bispo de Mântua em 1235 e a uma Igreja de Bréscia em 1225.

Os milenaristas amalricianos

Depois no século XII apareceram as heresias milenaristas de Joaquim de Fiore († 1202), já amplamente tratadas neste site, e a conhecida de Amalrico de Bena (próximo a Chartres) da qual me ocupo no presente artigo. Amalrico († 1207) foi professor na Sorbone, mas aí foi acusado de heresia e depois condenado por Inocêncio III. Todavia, deixou atrás de si uma forte seita dos Amalricianos ou Aumarianos. Ele foi refutado pelo Beato Henrique Suso e por Santo Tomás de Aquino, que lhe repreenderam um panteísmo absoluto, em que sobretudo os Amalricianos se tornam como Jesus verdadeiros homens e “verdadeiros deuses”. A sua era e è aquela do Espírito e então, do Amor. Portanto, todo ato feito por amor, mesmo que fosse o mais abominável moralmente, se torna bom. Safarevic explica que os Amalricianos se faziam chamar de “irmãos do Livre Espírito” ou “Espíritos livres” e praticavam o incesto e a homossexualidade e adoravam Satanás. Dos amalracianos nasceram os Begardos e as Beguinas, como fenômenos esotéricos para as pessoas simples e de classes não elevadas, caracterizadas também pela suas doutrinas contra a propriedade privada, a família, a monogamia, a Igreja e o Estado.

Os anabatistas de Münster em Vestifália

Do protestantismo Zuriquenho, moderadamente erasmiano, de Zwínglio (1520) nasce a seita mais radical dos Anabatistas na Saxônia em 1521, a obra de Tomás Münzer e Nicolau Storch, caracterizada por um forte impulso revolucionário e violento, que levou a guerra civil na Alemanha (a “guerra dos cidadãos”) e se difundiu na Suiça, Boêmia, Áustria, Dinamarca, Holanda e um pouco também na Inglaterra. Atualmente o Anabatismo foi absorvido pelo menos violento movimento protestante estadunidense dito dos “Batistas”. O Anabatismo era caracterizado por uma recusa anárquica do poder civil e do Estado. A cidade de Münster e Vestifália em 1534 se torna publicamente uma colônia anabatista, em que se impunha a comunhão dos bens e a poligâmia, mas em 1535 foi expugnada e completamente saqueada. O Anabatismo é considerado “a ala esquerda do protestantismo”, fortemente comunista, pacifista e anti-trinitário.

Nasce do Anabatismo o Unitarismo de Biandrata, Serveto e Socini, que influenciou o Puritanismo das duas revoluções inglesas (1649 e 1688) e aquele da revolução estadunidense (1776), das quais nasceu o Neoconservadorismo estadunidense e britânico.

A primeira e a segunda revolução inglesa

O Protestantismo inglês nasce com o divórcio de Henrique VIII Tudor, que deu nascimento a religião anglicana (1534) influenciada não por Lutero († 1546), Melâncton († 1560), e Zwínglio († 1531), mas pelo holandês Erasmo de Rotterdam (1446-1536). O Anglicanismo foi muito mais moderado que o Luteranismo, se pode definir uma via de meio entre Protestantismo dogmático e Catolicismo litúrgico.

No século XVII os Anabatistas se deslocaram da Holanda para a Inglaterra, e se fundiram com os Lolardos (os Pauperistas holandeses do século XIV). A primeira revolução inglesa (1648) coincide com o relançamento do Anabatismo alemão de Münzer e Storch na Inglaterra, onde foram capitaneados por John Lilburne († 1657), um dos chefes mais extremistas do exército puritano (com fortes tendências anabatistas, anti-trinitárias e comunistas) e deram nascimento a seita dos “Ranters” (“pregadores bombásticos”), que se fundiram com os Quakers (“tremulantes”) em 1650 e viram ser dirigidos por Oliver Cromwell.

As etapas das duas revoluções inglesas são as seguintes: em 1603 com a morte da rainha Elizabeth se extingue a casa Tudor e começa o reino dos Stuart com James I (1603-1625). A sua política era fortemente absolutista e antiparlamentarista, do ponto de vista religioso era anti-católica e anti-puritana. Então, os Puritanos ou Calvinistas ingleses em 1620 deixaram a Inglaterra e sobre o navio Mayflower chegaram as Américas. A parte setentrional foi conquistada pelos colonos holandeses e britânicos e foi chamada “Nova Inglaterra”, quem em 1776 mudará de nome e passará a se chamar “Estados Unidos da América”, enquanto a parte centro-meridional foi conquistada pelos espanhóis e pelos portugueses.

A James I sucede Carlos I (1625-1649), que aguça o absolutismo régio contra o parlamento inglês e o absolutismo religioso anglicano contra os Puritanos e os Católicos. Foi assim que os Calvinistas escoceses se revoltaram contra o rei em 1637 e em 1642 eclodiu uma verdadeira e própria guerra civil entre o rei e o exército do parlamento capitaneado por Oliver Cromwell, que venceu o rei em 1645 e depois de um longo processo o condenou a morte em 1649. Então, na Inglaterra se teve uma forma governativa republicana e ditatorial de 1649 a 1659 sob Oliver Cromwel e seu filho.

Durante este decênio a Inglaterra combate a Irlanda católica, contra a Holanda (1652-54) e contra a Espanha aliando-se (1657-59) com a França do Cardeal Júlio Mazzarino († 1661) para obter o predomínio sobre os mares e sobre o mundo e no interior contra os “Niveladores” (Levellers) uma seita ainda mais radical do Calvinismo ou Puritanismo inglês. Oliver morre em 1658 e seu filho deveria renunciar depois de apenas um ano de poder, porque não possuía as qualidades do pai. O poder retornou aos Stuart com o rei Carlos II (1660-60), que era fortemente absolutista em política, mas em religião não era hostil ao Catolicismo.

Seu irmão James II (1685-88) embora continuando no absolutismo politico se aproximou sempre mais do Catolicismo e fez batizar nesse o seu primogênito. Então, o parlamento se revoltou e chamou para reinar o soberano holandês Guilherme III de Orange (1688-1702), que era calvinista e maçom. Esta é a segunda revolução inglesa chamada “gloriosa” especialmente pelos neoconservadores anglo-americanos e pelos teo-conservadores italianos, porque aconteceu sem espargimento de sangue. De 1688 na Inglaterra vigora uma monárquia constitucional onde quem governa realmente é o parlamento.

A revolução inglesa é coetânea  e coexiste com a “Revolução industrial”, onde em 1733 se desenvolveu a tecnologia (que já existia), mas foi aplicada para a sempre maior produção econômica/industrial. A invenção do tear mecânico acionado pela energia hidráulica (1733-1769) mata o trabalho artesanal, da pequena agricultura e do trabalho a domicilio.

Nasce a fábrica moderna com um alto número (entre 600 e 1000) operários trancados em um enorme edifício, a repetir continuamente as mesmas limitadas operações por 16/18 horas trabalhadas por dia. Se abrem as minas de carvão fóssil em que os operários desciam em situações perigosas nas vísceras da terra para extrair também outros minerais, se expande a indústria metalúrgica para a fusão nos alto fornos de metais. Enfim, em 1768 se aplicou o vapor (que já era conhecido) na utilidade da pratica industrial: transportar os carrinhos de carvão fora das minas, acionar as máquinas das fábricas e mais tarde a locomotiva de trens.

O urbanismo degradado e alienante foi uma consequência da revolução industrial. De fato, os operários viviam em favelas próximas as fábricas insalubres. Se pense que em Manchester em cerca de 100 anos (entre 1690 e 1800) a população passou de 6 mil para 80 mil habitantes. Os cidadãos e os pequenos artesãos ficaram desocupados e nas presas da fome. Os proprietários, tendo as máquinas e então, baixa necessidade de mão de obra, podiam impor horários e salários desumanos e também as mulheres e crianças deveriam entrar nas fábricas para a manutenção da família. Quem se adoentava ou perdia o trabalho não tinha nenhuma pensão ou previdência social e médica, então, era destinado a morrer de fome. Os sindicatos ou as velhas corporações foram declaradas fora da lei e, se alguém protestava com uma certa veemência e uma pequena forma de revolta, se arriscava a pena de morte. Esta situação criada pelo Liberalismo foi a mãe do Socialismo cientifico marxista.

A revolução americana

O continente americano a partir de 1584 foi invadido pelos primeiros colonos que fugiram da Inglaterra, depois nos primeiros anos do Século XVII pelos franceses e então em 1620 foi ocupado pelos ‘Pais Peregrinos’, calvinistas que fugiam da Inglaterra anglicana (e em parte também da Holanda), na sua parte setentrional, que se chamou “Nova Inglaterra” até 1776, quando com a revolução americana foi renomeada “Estados Unidos da Améria” (Usa). A Espanha ocupou a parte centro-meridional, que foi denominada, ainda hoje, “América latina”, a França ocupou a metade com a Inglaterra o Canada e Portugal ocupou o Brasil.

A revolução americana – caracterizada religiosamente pelo calvinismo, politicamente pelo democratismo rousseauiano e pelo maçonaria – começou em 1774 a luta contra a Inglaterra do rei Jorge III de Orange durante o ‘1º Congresso da Filadélfia’, em que foi redigida a “Declaração dos Direitos” e se pegou em armas contra a “mãe pátria” porque os colonos americanos queriam conquistar o West da América e exterminar os ameríndios ou indianos da América, enquanto o rei inglês o havia proibido; além disso, os colonos da ‘Nova Inglaterra’ não queriam pagar o aumento das taxas que a mãe pátria pedia depois da sangrenta e custosa guerra dos sete anos.

Enfim, em 4 de julho de 1776 no ‘2º Congresso da Filadélfia’ foi feita a “Declaração de independência” (escrita pelo maçom Thomas Jefferson) em que se estabelece:

1º) que os cidadãos tem o direito de arruinar qualquer governo, que não respeitem as fundamentais liberdades civis e politicas;
2º) que a liberdade tem um valor absoluto e é um fim e não um meio;
3º) que o “sentimento religioso” deve acomunar todos os colonos dos EUA, malgrado a diversidade dos dogmas das diferentes confissões religiosas a qual pertencem;
4º) enfim se toma o nome de “Estados Unidos da América” (Usa) e em 1781 se chegou a vitória final dos EUA – ajudados pela França, Holanda e Espanha – contra a Inglaterra, vitória que é ratificada no Congresso de Versalhes de 1783 por Jorge III de Orange.

Nos EUA, a partir do século XVIII ao XX, surgiram espécies de movimentos calvinistas de origem anabatista, anti-trinitária e que não confessavam a divindade de Cristo, que representam, segundo Giovanni Filoramo, o “neomilenarismo ocidental”, desses fazem parte: os Adventistas do Sétimo Dia, os Mórmons, os Testemunhas de Jeová que tem em comum
1º) representar a “verdadeira Igreja” do fim do mundo;
2º possuir apenas eles a plena ortodoxia da fé, sobretudo naquilo que diz respeito aos eventos que precedem o fim do mundo agora próximo;
3º) ser apenas eles os verdadeiros e perfeitos santos.

Além disso, existe uma subdivisão do Milenarismo moderno, esse vem definido, sempre por Filoramo, “Pós-milenarismo otimista”. De fato, a parúsia segundo este movimento viria depois de um reino simbólico e não estreitamente cronológico de mil anos de progresso e felicidade humana, desse fazem parte o Social Gospel (Evangelho Social) mais outras formas de “socialismo cristão”.
Enquanto alguns elementos do nacionalismo americano, que vê os EUA como o novo sacro Império Romano, são salpicados destas idéias de pós-milenarismo otimista, de que se serve amplamente o movimento dos neoconservadores para exportar o americanismo no mundo inteiro.

Conclusão

É inegável que as origens do Socialismo, do Liberalismo econômico e do Anarquismo de direita (“anarco capitalismo”) e de esquerda (“anarquismo individualista”) são religiosas e heréticas. Esses tem em comum a crença:
1º) em um “paraíso na terra”;
2º) na dignidade absoluta e suma da pessoa humana, que é o “deus” de si mesma;
3º) a aversão por qualquer hierarquia humana e transcendente;
4º) a comunhão dos bens (comunismo) e das mulheres (libertarianismo).

As etapas de tal processo partem da Cabala e do Gnosticismo antigos, chegam ao Milenarismo medieval, ao Protestantismo clássico, calvinista e anglicano, depois terminam nas Revoluções inglesas (1649 e 1688), naquela americana (1776) e chegam ao seu ápice na Revolução francesa de 1789 e enfim, atualmente, nos levou aos limiares de um provável conflito mundial (v. Ucrânia, Rússi e EUA) ou uma guerra “civil/religiosa” interna na Europa, a qual já satura 20 milhões de muçulmanos está para ser invadida pelo novo Califado, que o ISIS (o al qaedismo integralista islâmico, que combateu sem sucesso – de 2011 a 2014 – contra a Síria de Assad) está para edificar na Líbia de Fheddafi destruída pela França, pela Nato e pelos EUA (2011), depois de ter completamente edificado, em um só mês, um Califado jihadista no Iraque de Saddam destruído pelos EUA e pela Nato (1990/2003).

Nos tempos atuais nasceu uma nova forma de pós-milenarismo super-otimista americanista, que se serve de uma “religiosidade apocaliptica” para difundir o domínio do sionismo/americanismo no mundo inteiro, coadjuvada e suportada intelectualmente pelo neoconservadorismo anglo/americano (Popper, Hayek, Mises, Milton Friedman, Nozick) e pelo teoconservadorismo brasileiro (Plínio Côrrea de Oliveira & TFP), europeu e especialmente italiano (Marcel Pera, Giuliano Ferrara, “Alleanza Cattolica” com Introvigne, Cantoni e Respinti e “Lepanto Foundation” de De Mattei, dois satélites da TFP brasileira).

O Liberalismo Moderado (Locke) e o Anarquismo Liberal Radical ou mini-anarquismo (F. A. von Hayek  † 1992, L. von Mises † 1973, R. Nozick † 2002, Milton Friedman † 2006) declaram que a Autoridade é um mal enquanto limita a liberdade do individuo, mas é um mal absolutamente necessário, porque sem essa não seria possível organizar uma convivência pública e civil
Atenção! Mesmo o Estatismo exagerado hegeliano (de direita e de esquerda) concede ao Estado muito poder, mas sempre para favorecer e garantis a máxima liberdade do individuo, que é o criador, o centro e o fim do Estado (antropocentrismo radical). Isto é o “pecado original” da modernidade, do qual derivam duas correntes ou ramos principais: o democratismo liberal (Locke, Hayek, Mises, Milton Friedman, R. Nozick) e o pan-Estatismo hobbesiano/hegeliano (Hobbes e Hegel, Marx e Gentile). 

D. Curzio Nitoglia
4 luglio 2014
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