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segunda-feira, 18 de junho de 2012

DON CURZIO NITOGLIA: PIO XII E A EXCOMUNHÃO DO COMUNISMO

DON CURZIO NITOGLIA
6 de março de 2010
[Tradução: Gederson Falcometa]
Introdução: justiça e atualidade da condenação
Pio XII, através da Sagrada Congregação do Santo Oficío emanou três documentos sobre a natureza do comunismo e a sua incompatibilidade com o cristianismo.
1º)Um ‘Decreto geral” (1º de julho de 1949), que declara:
a) não ser jamais licíto inscrever-se nos partidos comunistas ou dar a eles apoio, porque o comunismo é materialista e anticristão;
b) que é vetado difundir livros ou jornais, os quais sustentem a doutrina e a prática do comunismo materialista e ateu;
c) que os fiéis, os quais realizam com plena consciência os atos proibidos, não podem receber os Sacramentos;
d) também que os batizados, os quais professam, defendem ou propagam conscientemente a doutrina ou a prática comunista, incorrem ipso facto em excomunhão reservada em modo especial a Santa Sé, enquanto apóstatas da Fé católica (a apostasia é uma passagem da religião cristã a outra totalmente diversa – no caso o materialismo ateu – e portanto mais grave que a heresia e cisma, o qual seria passar do catolicismo ao protestantismo ou “ortodoxismo”).
2º) Uma “Declaração sobre o matrimônio” (11 de agosto de 1949), a qual ensina que os escritos das seitas ateístas ou acatólicas, os quais são os comunistas militantes, incorrem no impedimento dirimente [1] de religião mista [2], enquanto ateus, devem subscrever as cauções que são requeridas aos acristãos (batismo, educação cristã dos filhos e remoção do perigo de perversão do conjugue não comunista).
3º)um ‘Monito sobre a educação da juventude’ (28 de julho de 1950), contra os genitores que consentem aos filhos de serem inscritos na sociedade jovem pervertidos (FCGI).

quinta-feira, 14 de junho de 2012

DON DAVIDE PAGLIARANI: CREIO NA IGREJA «UNA» – REFLEXÕES SOBRE O CONCEITO DE PLENA E NÃO PLENA COMUNHÂO

Don Davide Pagliarani
[Tradução Gederson Falcometa]



É absolutamente insustentável o princípio de que a Unidade deve ser recomposta: é devido, ao invés, cumprir todos os esforços para recolher os “separados” na Unidade que a Igreja jamais perdeu e jamais perderá“.
É agora comum no vocabulário a expressão de “comunidade cristã” em “não plena comunhão” com a Igreja, e através deste conceito serem justificadas as inumeráveis iniciativas ecumênicas as quais assistimos. Mas examinando-a à luz da doutrina tradicional, descobrimos que isso é incompatível com a própria natureza da Igreja.

terça-feira, 5 de junho de 2012

DON CURZIO NITOGLIA: LIBERDADE RELIGIOSA E TRADIÇÃO APOSTÓLICA

Don Curzio Nitoglia
27 de maio de 2011
Tradução Gederson Falcometa




O Decreto sobre a Liberdade Religiosa (Dignitatis humanae, 7 de dezembro de 1965) é uma contradição com a tradição apostólica e o magistério constante da Igreja resumido no Direito Público Eclesiástico.

.  Se veja S. Gregório Nazianzeno (+ 390), Hom. XVII; S. João Crisóstomo(+ 407),Hom. XV super IIam Cor.; S. Ambrogio (+ 397), Sermo conta Auxentium; S. Agostinho (+ 430), De civitate Dei  (V, IX, t. XLI, col. 151 ss.); S. Gelásio I (+ 496), Epist. ad Imperat. Anastasium I; S. Leão Magno(+ 461), Epist. CLVI, 3; S. Gregório Magno (+ 604), Regesta, n. 1819; S. Isidoro De Sevilha (+ 636), Sent., III, 51; S. Nicola I, Epistul. Proposueramus quidam (865); S. Gregório VII (+ 1085), Dictatus Papae(1075), I epístola a Ermanno Bispo  de Metz (25 agosto 1076), II epístola a Ermanno (15 marzo 1081); Urbano II (+ 1099), Epist. ad Alphonsum VI regem; S. Bernardo De Claraval (+ 1173), Epístola a papa Eugenio III sobre as duas espadas; Inocêncio III (+ 1216), Sicut universitatis conditor (1198), Venerabilem fratrem (1202), Novit ille (1204);Inocêncio IV (+ 1254),Aeger cui levia (1245); S. Tomás De Aquino (+ 12074), In IVum Sent., dist. XXXVII, ad 4;Quaest. quodlib., XII, a. 19; S. Th., II-II, q. 40, a. 6, ad 3; Quodlib. XII, q. XII, a. 19, ad 2; Bonifácio VIII(+ 1303), Bolla Unam sanctam (1302); Cajetanus (+ 1534), De comparata auctoritate Papae et Concilii, tratt. II, pars II, cap. XIII; S. Roberto Bellarmino (+ 1621), De controversiis; F. Suarez (+ 1617), Defensio Fidei catholicae;. Gregório XVI, Mirari vos(1832); Pio IX, Quanta cura e Syllabus (1864); Leão XIII, Immortale Dei (1885), Libertas(1888); S. Pio X, Vehementer (1906); Pio XI, Ubi arcano (1921), Quas primas (1925),Pio XII, Discurso aos juristas Católicos Italianos, 6 de dezembro de 1953.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

GIOVANNI SERVODIO: EXERCíCIO DE EXEGESE DA TRADIÇÃO - DE JOÃO PAULO II A MONS. BERNARD FELLAY



Giovanni Servodio
[Tradução Gederson Falcometa]

Passaram-se quase 24 anos daquele fatídico 1988, quando João Paulo II no Motu Proprio Ecclesia Dei Adaflicta, escrevia: «A raiz deste ato cismático [a consagração dos 4 Bispos da FSSPX] é detectável em uma incompleta e contraditória noção de Tradição. Incompleta, porque não tem suficientemente conta do caráter vivo da Tradição (…)contraditória uma noção de Tradição que se opõe ao Magistério universal da Igreja, do qual é detentor o Bispo de Roma e o Corpo dos Bispos».

Sem esta incompleta e contraditória noção de Tradição, entendia João Paulo II, Mons. Lefebvre não teria “rompido o vínculo eclesial” com o Papa.

Neste período de tempo sempre cresceu mais a atenção por está problemática, com considerações que, porém continuaram a confirmar as duas diversas posições, aquela do Vaticano e aquela da Fraternidade São Pio X.

MARIA GUARINI: FUSÃO DAS FONTES DE REVELAÇÃO COM O ABSORVIMENTO DA TRADIÇÃO PELAS SAGRADAS ESCRITURAS





Maria Guarini
Tradução: Gederson Falcometa

A Igreja é a guardiã do depósito sagrado da verdade revelada, em ordem aos quais são usados dois termos chave: Salvaguarda e Transmissão.  O primeiro indica o dever e a função da Igreja de guardar as verdades reveladas assim como as recebeu, sem mudança, acréscimo ou amputação; o segundo indica que a Igreja tem o dever e a função de transmitir a todas gerações tudo aquilo que recebeu e somente isto.

A Constituição dogmática sobre a Divina Revelação, a Dei Verbum, no III. Cap. Parágrafo 7-10 tem por objeto A transmissão da Revelação. O parágrafo 9 sanciona a relação entre Escritura e Tradição, o 10 aquele entre Tradição-Escritura e Igreja-Magistério. Exatamente aqui ocorre a confusão com a expressão “coalescunt un unum”, referida aos três conceitos: Escritura, Tradição e Magistério. E então Escritura, Tradição e Magistério tornam-se todos um, assim “não podem existir independentemente”.

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